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| Vantagens não faltam para se exercitar no inverno. Por mais sacrificado que seja deixar a cama quentinha para suar na rua ou em academias, a baixa temperatura dá uma forcinha a mais na queima de calorias. De acordo com o fisiatra Cláudio Franzen, isso acontece porque no inverno o sistema circulatório entra em vasoconstrição periférico, ou seja, há menos sangue circulando na pele. Por outro lado, salienta, o consumo de energia deve ser maior para manter a temperatura corporal. – Com a queda de temperatura, a sensação térmica no nível da pele é menor, por isso precisamos esquentar mais o corpo do que no verão, o que gera uma queima de gordura maior – explica o médico, ressaltando que esse “benefício” não pode ser generalizado, pois cada corpo responde de um jeito. Se por um lado o frio ajuda a queimar mais calorias, ele também é traiçoeiro para quem pratica atividades físicas e tem preguiça de fazer aquecimento antes da malhação. Nesta estação do ano, o risco de romper ligamentos e fraturar ossos é grande, por isso aquecer e alongar o corpo é fundamental. Isso acontece, segundo o médico, porque o fluxo sanguíneo precisa cumprir um processo gradativo para atingir seu ponto ideal de funcionamento, levando oxigênio para a musculatura ativa, assim como enzimas e outras substâncias químicas que atuam no fornecimento de energia para os nossos movimentos. Antes de começar a atividade, portanto, o ideal é fazer o organismo passar por uma preparação gradativa, que deve levar entre 10 e 15 minutos de aquecimento. Só depois deve ser iniciado o alongamento e a posterior prática do esporte. Não existem restrições de se fazer exercícios ao ar livre no inverno, a menos que a pessoa sofra de doenças infecciosas respiratórias, como bronquite ou esteja passando por um estado gripal. Nesses casos, Franzen indica cautela e que os atletas procurem ir a parques em horários em que a temperatura esteja mais alta. – É importante ir bem agasalhado, mesmo se a pessoa for suar bastante – diz Franzen. Já quem quiser evitar a umidade das ruas, e não correr riscos, pode investir nas academias de ginástica, que ficam mais vazias e agradáveis no inverno, pois algumas delas são climatizadas. – Quem gosta de futebol, por exemplo, pode procurar as quadras fechadas ou os ginásios de esporte. Já quem quem gosta de corrida ou ciclismo pode optar pelas academias – diz o educador físico Fabiano Pinheiro. Pinheiro lembrar que a hidratação não deve ser esquecida, pois o corpo necessita de água independentemente de nossa sede, evitando assim um superaquecimento na hora do treino. ZH Caderno VIDA - livia.meimes@zerohora.com.br
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